Santa Fé/FALOMI – Apoiadora Oficial Procurement Club

A agência Santa Fé FALOMI em seu processo de rebranding se tornou apoiadora oficial do Procurement Club. A primeira ação foi no 11º encontro sobre Mobilidade Corporativa que aconteceu no espaço IT’S INFORMOV

A 11ª Ed. do Procurement Club – Mobilidade Corporativa começou com um coffee que proporcionou uma interação entre os presentes. Empresários, gestores, CEOs. Pessoas interessadas em debater a Mobilidade Corporativa a partir de três pilares: Empresarial, Urbano e do indivíduo. O evento aconteceu no mês de julho no espaço IT’S INFORMOV em São Paulo e apresentou dados que exigem soluções urgentes.

Nós da agência Santa Fé FALOMI junto com a Três Corações, a Vertical Garden e o Grupo Verzani & Sandrini, também apoiadores do evento, sorteamos brindes e movimentamos o final do debate, antes do público seguir para o coquetel de encerramento do evento.

O impacto das inovações tecnológicas, como a substituição de pessoas por robôs em algumas funções e o uso da inteligência artificial para análise de dados, foram citadas trazendo um outro olhar sobre este tema.

A sequência das palestras parecia ter sido orquestrada estrategicamente para que um assunto complementasse o outro. A primeira palestra, de Tiago Alves, CEO do SPACES e Regus do Brasil, tratou de começar mapeando o público presente com uma pesquisa interativa.

Em seguida Erik Naoki Nakandakare, Head Comercial (público e privado) da 99, apresentou dados alarmantes sobre os problemas de trânsito e mobilidade urbana trazendo soluções relacionadas a integração multimodal.

Por fim, Flavio Tavares, fundador do Instituto PARAR, fez o contraponto das questões urbanas e empresariais, com soluções focadas em voltar o olhar para o indivíduo.

Benefícios Econômicos da Mobilidade Corporativa nas Relações de trabalho  

Considerando o atual cenário político-econômico, o evento trouxe aspectos da tecnologia como parceira nas novas relações de trabalho que se criaram, como forma de se adaptar aos formatos que, aos poucos, se estabelecem.

Continuar, segundo os palestrantes, no modelo engessado de “entrar as 08h sair às 18h e fazer uma hora de almoço” não condiz mais com a realidade; tanto das organizações quanto das pessoas. Apesar de alguns empresários, ainda de acordo com os palestrantes, estabelecerem este perfil como mais funcional, a tendência é que isso, cada vez mais, seja flexível com as futuras gerações. Afinal “a gente reclama de um trânsito que a gente mesmo cria”, comentou Flávio Tavares.

Tiago Alves apresentou a estimativa de que 65 % das crianças, no futuro vão trabalhar com atividades ou profissões que ainda não existem. A exemplo da profissão de ‘Youtuber’ que há 15 anos não existia, hoje existem cursos para se destacar na plataforma. Pode parecer brincadeira, mas empresas contratam youtubers para seus comerciais (tradicionais), por considerá-los ‘influencers’; outra profissão que há pouco tempo não existia. Sim, são consideradas profissões.

Seguindo as tendências apresentadas sobre a mobilidade corporativa, as práticas de home office e as flexibilizações de horário, contratos e outros, foram citadas como alternativas, formando uma teia de impacto; Tanto de produtividade quanto de qualidade de vida do funcionário, como da mobilidade urbana.

Os espaços de coworking foram apontados como solução para pequenas, médias e grandes empresas. Com o viés da economia compartilhada, o argumento foi estratégico e matemático. Aparentemente, atende aos interesses empresariais e dos colaboradores.

Considerando o fator humano, segundo os palestrantes, este formato promove interação e diversidade. Logo o colaborador não se sente só e amplia seu contato e visão de mundo. Além disso pode trabalhar mais próximo de casa e ainda, otimiza o tempo de deslocamento. Em contrapartida, entre outras coisas, o empresário reduz custo com o espaço físico ‘próprio’.

coworking

Redução de Danos Ambientais e Soluções para Mobilidade Urbana

No Brasil a frota automotiva segue em crescimento e a indústria estima uma alta de mais de 11% em 2019. Em outras palavras, o mercado está aquecido e soluções como o rodizio de placas, implantando na capital paulista, já não resolve mais o problema de mobilidade, trânsito e poluição.

Na palestra de Erik Naoki Nakandakare, um projeto de integração dos transportes multimodal foi como uma luz no fim do túnel para a questão da mobilidade urbana, trazendo benefícios ambientais e consequentemente  para a saúde humana.

O uso de carros e ônibus por aplicativo tendem a refletir significativamente no trânsito; bem como o uso dos outros modais. A medida que o hábito do uso de patinetes e bicicletas crescem, além do trânsito, consequentemente melhora a qualidade do ar.

Porém, segundo o palestrante, o projeto de integração dos multimodal é uma realidade um pouco distante de ser implantada no Brasil a curto prazo.

Para isso acontecer é preciso haver educação social e infraestrutura para atender as novas tecnologias. Ciclofaixas, sinalizações, estacionamentos adaptados entre tantos outros pontos. As apresentações foram elucidativas inclusive quanto ao fato de não estarmos preparados para a chegada das tecnologias. Porém, isso deve ser visto como um desafio a ser vencido e uma oportunidade de negócio.

Segundo Nakandakare fica mais barato, para quem mora até 12 km de distância do seu trabalho, seguir em um carro por aplicativo ou com algum outro transporte como bicicleta ou patinete, do que ter carro próprio.

Os sites buscadores que comparam preços e permitem aos usuários avaliarem suas respectivas experiências também foi um assunto abordado. Na opinião de Naoki “é uma tendência, assim como aconteceu com o setor de hotelaria.” 

Ainda de acordo com o palestrante é uma ferramenta que deve ser incentivada por estabelecer regras e promover experiências melhores para o usuário.

Apoiadora Oficial

A Tecnologia da Mobilidade Corporativa Aplicada ao Fator Humano

Para fechar a noite e abrir o debate, Flávio Tavares apresentou um contraponto, colocando o fator humano em foco.

Sempre que se vê o assunto mobilidade, automaticamente se pensa em movimento e deslocamento. Mas, ao mesmo tempo é a mobilidade do sedentarismo. A bicicleta é elétrica, o patinete é elétrico, a escada é rolante e o elevador te leva ao topo sem que você precise nem mesmo apertar um botão.“Tudo se move pra gente não se mover.” 

Enfim, é uma tecnologia que promove sedentarismo e obesidade. Em outras palavras, o ser humano se acomoda e adoece. O contraponto não é para ser contra a tecnologia, mas para acender um alerta sobre como a usamos.

Na última apresentação da noite, um outro olhar sobre o conceito de mobilidade foi um espetáculo a parte. Por este prisma, mobilidade é  tempo“Hoje, 2 horas e 43 minutos é o tempo médio que o paulistano gasta para se locomover do ponto A ao ponto B”, comentou Flávio.

Em outras palavras, porque tanto tem se falado em mobilidade? Porque as pessoas querem ter mais tempo. Ou seja, querem perder menos tempo no trânsito para ter mais tempo útil.

“As pessoas não compram o que a gente faz e sim as horas que oferecemos pra elas”. Logo, ficar parado naquele modelo de gestão onde todos os funcionários chegam as 08h e saem as 18h já não é mais produtivo pra ninguém…

Gerenciar o próprio tempo – estabelecer questões sobre a flexibilização do trabalho, pautado no fator humano, sem desconsiderar direitos, foram assuntos tratados no evento.

“O plano de benefício da empresa é coletivo. Mas pensar no coletivo não traz soluções de mobilidade. Uma funcionária pode ter o benefício de poder usar a academia e querer o benefício do auxílio creche. Mas, por ser um modelo engessado, ela não pode escolher o que é melhor pra ela”, exemplificou Flávio.

As novas relações de trabalho tendem a transformar o mercado com as gerações que se reinventam a cada década.

Robôs e Inteligência artificial

A chegada dos robôs tem se apresentado como solução para algumas questões. Assim como a inteligência artificial, a ideia é usar a tecnologia a favor do tempo. O robô deve ser um meio para que a pessoa não fique sobrecarregada e, tenha mais tempo.

Assim, as pessoas terão mais tempo para fazer o que o robô não pode fazer; Por exemplo: ficar com a família ou se divertir com os amigos. Ou ainda, ter tempo pra si próprio.

O robô, do ponto de vista apresentado no evento, não vai roubar o lugar de ninguém no mercado de trabalho. Em um conceito analítico, as funções e cargos se reformulam assim como as pessoas se adaptam e ganham novas habilidades.